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Title: Syphilis in Coimbra at the beginning of the 20th century: the importance of hospital records for the study of the disease
Other Titles: Sífilis em Coimbra no início do século XX: a importância dos registos hospitalares para o estudo da doença
Authors: Lopes, Célia
Keywords: Paleopathology;history of medicine;archives;Hospitals of the University of Coimbra;Paleopatologia;história da medicina;arquivos;Hospitais da Universidade de Coimbra
Issue Date: 2019
Publisher: Imprensa da Universidade de Coimbra
Abstract: Syphilis is a chronic sexually or congenitally transmitted infection, with a well-documented clinical past, having been one of the major public health problems in Europe. In Portugal, there is a lack of data regarding the number of individuals infected by syphilis, or even about the characteristics of the disease and the infected people, in past official statistics. Hence, the main purpose of this study was to appraisal some of these omissions in order to extend our knowledge of this infection in the past. The aim was to obtain data about the disease in the first years of the 20th century, as well as the demographic and the socioeconomic profile of the affected individuals. The intention was also to characterize the disease, identifying the most frequent lesions and their locations in the human body. Among the patients who were hospitalized in the Hospitals of the University of Coimbra (HUC) between 1904 and 1937, 5.9% were diagnosed with syphilis. Most of them (89.3%) with the acquired form of the disease, which affected mainly single young adults (20–39 years) independently of their sex. Congenital syphilis was detected mainly in children (0–4 years). Most hospitalizations for congenital syphilis (53.9%) occurred when the disease was in its tertiary form, which did not happen in the acquired form of the disease (29.5%). The most frequent forms of tertiary syphilis were malignant, affecting 33.4% of patients with the disease at its most advanced stage.
A sífilis é uma infeção sexualmente transmissível, crónica e com transmissão congénita que constituiu um sério problema de saúde pública na Europa. Em Portugal pouco se sabe sobre os números de indivíduos afetados, bem como sobre a caracterização da doença e dos doentes. Desta forma, os objetivos principais deste trabalho visam tentar entender e, se possível, colmatar estas falhas, apresentando-se os reais números da doença nos primeiros anos do século XX, bem como a caracterização demográfica e socioeconómica dos indivíduos afetados. Por outro lado, pretende-se proceder a uma caracterização da doença, nomeadamente do tipo de lesões mais frequentes e da sua localização no organismo. De entre os internamentos efetuados nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) entre 1904 e 1937, 5,9% foram diagnosticados com sífilis. A maioria dos doentes (89,3%) com a forma adquirida, a qual afetou sobretudo jovens adultos solteiros (20–39 anos), sem distinção entre sexos. A sífilis congénita foi detetada sobretudo em crianças (0–4 anos). A maioria dos internamentos por sífilis congénita (53,9%) ocorreu quando a doença se apresentava na sua forma terciária, o mesmo não sucedendo na forma adquirida da doença (29,5%). As formas de sífilis terciária mais frequentes foram as malignas, afetando 33,4% dos portadores da doença no seu estádio mais avançado.
ISSN: 0870-0990
2182-7982 (PDF)
DOI: 10.14195/2182-7982_36_4
Rights: open access
Appears in Collections:Antropologia Portuguesa

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